No nosso atendimento diário às gestantes percebemos um sentimento muito presente na gravidez: o medo. Medo de dar errado, medo de abortar, de saber que seu bebê tem alguma malformação ou de não ser saudável quando nascer, medo do parto. Esse é um sentimento que a gestante convive desde que descobre a gravidez e que muitas vezes atrapalha a própria experiência da maternidade. E é normal sentir medo. O medo nada mais é do que uma manifestação desse amor imenso que a mãe já tem pelo seu filho, ainda sem conhece-lo. A verdade é que depois do nascimento, o medo continua. Porque amor de mãe é isso mesmo: ter receio de uma febre, dos primeiros dias na escola e da violência que está lá fora, na rua, quando os filhos começarem a ir para as festas. Não temos como evitar o medo na gravidez. Mas, temos que aprender a conviver com esse sentimento que nasce quando nasce a maternidade. E, principalmente, não deixar que ele nos impeça de vivenciar a experiência mais mágica e mais fantástica da nossa vida. Porque quando tudo isso passar, sentiremos saudade dessa época maravilhosa e talvez até um pouco de arrependimento de não ter aproveitado mais. Quando o medo bater na porta, coloque uma música e dance com seu filho, converse com ele, acaricie a barriga, leve-o para passear, mas não deixe que o medo a impeça de curtir essa experiência sagrada que é a gestação!


