O ecocardiograma fetal é um exame de ultrassom que avalia o coração do feto.
Realizado durante a gestação, é uma ferramenta valiosa para detectar anomalias cardíacas congênitas antes do nascimento, permitindo intervenções precoces, planejamento do tratamento e aconselhamento dos pais.
O cardiologista pediátrico, especialista na avaliação do coração do feto, utiliza uma sonda de ultrassom para obter imagens em tempo real do coração e avaliar sua estrutura anatômica, sua função contrátil, o funcionamento das válvulas cardíacas e o fluxo sanguíneo.
O exame é realizado através do abdome materno, entre 24 e 28 semanas de idade gestacional. Em alguns casos, pode ser realizado precocemente, antes das 24 semanas de idade gestacional, em situações de suspeita de alteração cardíaca em exame obstétrico de rotina.
A ecocardiografia fetal pode detectar uma variedade de anomalias cardíacas congênitas, incluindo defeitos septais, defeitos valvulares, malformações estruturais, alterações na função cardíaca e alterações do ritmo cardíaco como bloqueios atrioventriculares e taquiarritmias. Essas informações são essenciais para orientar o manejo clínico da gravidez e planejar o cuidado especializado necessário após o nascimento.
Através do ecocardiograma fetal podemos monitorar a progressão de anomalias cardíacas já sabidas, e avaliar o impacto dessas condições no crescimento e desenvolvimento do feto. Bem como, avaliar o tratamento de condições como as taquiarritmias, quando medicamos a gestante e monitoramos o efeito das medicações no controle do ritmo e frequência do coração fetal.
Algumas patologias cardíacas que podem ser identificadas durante uma ecocardiografia fetal
Durante a vida fetal é normal que exista uma comunicação entre os átrios, o forame oval. Os defeitos do septo interatrial são mais difíceis de serem confirmados no período fetal, quando isolados. No entanto, costuma tratar se de alterações que não ocasionam risco a vida do bebê.
Uma abertura presente no septo interventricular, que permite a passagem de fluxo sanguíneo de um ventrículo ao outro, comumente chamadas de CIV. A cardiopatia congênita isolada mais prevalente nos exames de ecocardiograma fetal.
Alteração da válvula aórtica dificultando passagem de fluxo do ventrículo esquerdo para a aorta. Muitas vezes trata-se de uma condição que pode necessitar de tratamento ao nascimento.
Um estreitamento da aorta, geralmente na sua porção descendente, que obstrui o fluxo sanguíneo para a parte inferior do corpo. Seu diagnóstico no período fetal nem sempre é fácil, pois a fisiologia da circulação fetal faz com que tenhamos a presença do canal arterial, comunicando aorta e artéria pulmonar.
Quando suspeitamos de uma provável coarctação de aorta, orientamos o acompanhamento do feto e sua avaliação no período pós-natal.
Uma condição cardíaca complexa, que cursa com cianose no período pós-natal, e por vezes pode apresentar-se com obstrução grave ou mesmo atresia do componente valvar pulmonar, necessitando intervenção imediatamente após o nascimento.
Uma condição em que as posições da aorta e da artéria pulmonar estão invertidas, resultando em um padrão de circulação sanguínea anormal. Quando não tratada imediatamente ao nascimento, o prognóstico pode ser bastante reservado.
Uma condição em que o lado esquerdo do coração não se desenvolve completamente, resultando em uma capacidade inadequada para bombear sangue para o corpo. Uma situação que necessita atendimento imediatamente após o nascimento.
Uma condição em que o músculo cardíaco é anormal, resultando em uma capacidade reduzida de bombear sangue eficazmente. Uma situação rara e que geralmente é bastante grave.
Se um dos pais ou membros da família tiver uma história de anomalias cardíacas congênitas, pode haver um risco aumentado de o feto também ser afetado.
A presença de certas anomalias cromossômicas, como a síndrome de Down (trissomia 21), está associada a um risco aumentado de anomalias cardíacas.
Se uma anomalia cardíaca é suspeita ou identificada durante um exame de ultrassonografia obstétrica de rotina, uma ecocardiografia fetal pode ser realizada para avaliação mais detalhada.
Se houver suspeita de uma anomalia fetal durante um exame de ultrassonografia obstétrica de rotina, a ecocardiografia fetal pode ser recomendada para avaliar o coração do feto.
A idade materna avançada está associada a um maior risco de anomalias cromossômicas e, consequentemente, de anomalias cardíacas.
Se a mãe foi exposta a medicamentos, substâncias químicas ou infecções durante a gestação que possam aumentar o risco de anomalias cardíacas no feto.
Se a mãe teve gestações anteriores afetadas por anomalias cardíacas, pode haver um risco aumentado de recorrência em gestações futuras.
A diabetes gestacional está associada a um maior risco de anomalias cardíacas no feto.
Optamos por fazer um trabalho mais detalhado e preciso, e por isso não trabalhamos com o modelo de consultas em massa dos convênios. No entanto, emitimos Nota Fiscal para que você consiga restituição ou abatimento no Imposto de Renda.
Você pode parcelar esse valor em duas vezes no cartão de crédito. Se optar pelo pagamento em dinheiro ou via PIX, facilitamos um desconto de 5%.
Sim, nossa clínica conta com estacionamento pago no próprio prédio.
Sim. Nesse caso, a Dra. realiza uma consulta imediatamente antes da realização do exame para avaliação do caso e identificação do verdadeiro problema, visando a identificação do melhor exame a ser realizado.
Ao término do exame, a Dra avalia o quadro e, se necessário, realiza o tratamento.