O PMMA (polimetilmetacrilato) já é bastante conhecido entre os dermatologistas e cirurgiões plásticos por conta das complicações. Apesar de ser autorizado pelo FDA e ANVISA para pequenas áreas, alguns profissionais o utilizam para volumizar regiões grandes, como os glúteos.
Com a popularização do ácido hialurônico, a substância (PMMA) tem sido menos usada, principalmente, na face. Porém, é importante que o médico saiba se o paciente já fez uso do produto em algum momento de sua vida. Não se recomenda usar outro preenchedor nas áreas onde existe preenchedores permanentes ou semi-permanente devido ao risco de ser “gatilho” de varias complicações como exacerbação inflamatória e estímulo a formação de nódulos.
Apesar de serem usados desde 1893 para diversos fins, o tratamento das complicações de preenchedores permanentes seguem sendo um desfio para quem as trata. O problema é que a variedade de produtos é muito grande e alguns profissionais utilizam misturas, inclusive com substâncias não liberadas pelas autoridades de saúde do Brasil e do FDA, por exemplo. É o caso do silicone, que é um produto proibido e infelizmente ainda utilizado. Ele é um composto industrial sintético, não degradável. Ele está associado a complicações recentes e tardias, com até mais de 10 anos após a aplicação! O silicone tem forte poder de infiltração e migração para outras áreas, do glúteo para as costas, de regiões profundas para superficiais, por exemplo. Ele pode migrar para músculos e linfonodos, sendo um desafio para os especialistas. No US Dermatológico ele aparece hiperecogênico com reverberação posterior, tipo “tempestade de neve”.


